Educação e relacionamento familiar

Educar os filhos é uma tarefa complexa e ao mesmo tempo maravilhosa: cada nova etapa do desenvolvimento da criança e/ou do adolescente é um desafio e um estímulo à capacidade e à flexibilidade dos pais, pelo que lhes é exigido em termos de mudança de conduta e de atendimento às necessidades e solicitações do filho.

A educação dos filhos é um processo profundamente criativo, que modifica os pais em vários sentidos. Para estes, a arte de educar consiste, sobretudo, na possibilidade de crescerem junto com a criança, respeitando e acompanhando a trajetória que vai da dependência quase total do bebezinho para a crescente autonomia e independência do filho já quase adulto.

Quando os pais sentem-se seguros, firmes, alegres e dispostos a criá-los da melhor forma, conseguem estabelecer uma relação harmoniosa, colhendo bons frutos. Contribuem para a saúde física e mental de si mesmos e de seus filhos, bem como participam da construção de indivíduos, de famílias, de comunidades mais equilibradas e mais felizes.

Tierno (1997) afirma: “O ser humano necessita de educação para sobreviver”. Precisa aprender as respostas para viver num contexto sócio-cultural determinado, adequando e harmonizando a realidade pessoal com a realidade social.

A responsabilidade pela educação cabe, em primeiro plano, aos “pais” ou a quem desempenhe tal papel e, num determinado momento, podem contar com o apoio da “educação formal”, representada pela escola.

Nesse processo, é importante ter em mente, que a criança, ao nascer, não é uma folha em branco. Em muitos aspectos, é idêntica a outros bebês, mas apresenta características singulares, reações únicas, maneiras próprias de solicitar atendimento a suas necessidades.

Vai, ao longo dos primeiros anos, percebendo o mundo e as pessoas que a cercam, organizando maneiras, táticas e estratégias peculiares de reagir ao que lhe acontece. Portanto, não há como estabelecer um padrão ou uma regra a ser seguida. É preciso, acima de tudo, compreender a personalidade de cada filho e perceber que seu impulso maior será sempre pela garantia da sua sobrevivência.

Também a maneira como se concebe o que é ser bom pai ou boa mãe, o modo como se encara o que é “ser criança” e “ser adolescente”, as expectativas criadas a respeito da educação dos filhos, as dificuldades pessoais que transparecem nos relacionamentos e os mitos culturais entranhados no modo de pensar – tudo isso constitui o arcabouço do processo educativo, bem como do relacionamento que se estabelece entre pais e filhos.

Muitos pensam que ser bom é fazer tudo pela criança, estar sempre à disposição para atender o que a criança pede ou que acham que precisa. Com isso, o desenvolvimento da autonomia fica abafado e a criança sente dificuldades de ir se desprendendo, pouco a pouco, dos pais.
Ser bom pai ou boa mãe, às vezes, tem o significado de dar tudo para a criança. Predominam as atitudes de renúncia, em que só as necessidades do filho são levadas em consideração, enquanto as dos pais ficam relegadas a segundo plano para viverem em função do filho. Encobrem, com isso, um sentimento de culpa – a sensação de que, se cuidarem de si próprios, estarão abandonando a criança.

Muitas vezes, a atitude de dar tudo vem da necessidade de compensar frustrações vividas pelos próprios pais. Todos precisam dar e receber, atender as necessidades dos outros e suas próprias também.

Para muitos pais, ser bom assume o significado de ser perfeito: não ter falhas, acertar sempre, fazer tudo de modo impecável. São pessoas que têm tendência a serem perfeccionistas em outras áreas da vida. Acabam se tornando eternos prisioneiros do sentimento de culpa pelas imperfeições inevitáveis e inerentes.

Na maior parte do tempo, essa rede de fatores atua sem que se dê conta, ou seja, ocorre em nível subconsciente, formando a base de inúmeras dificuldades e obstáculos no relacionamento. Na medida em que vai-se tomando consciência dessa infra-estrutura, tem-se maiores possibilidades de fazer as mudanças necessárias para superar vários entraves e “pontos cegos”.

“ Na relação entre pais e filhos, é importante transmitir amor e respeito mesmo em momentos de brigas e desacordos” (Maldonado,1998).

A ARTE DE EDUCAR OS FILHOS: DIFERENTES ESTILOS DE LIDERANÇA

Há algumas décadas, a tarefa de criar filhos era simplificada pela existência de regras e tradições inquestionáveis. Ninguém sequer discutia o assunto.

Criança não sabia, portanto, precisava aprender. E nós, adultos, tínhamos de ensinar. Quando a criança fazia algo errado, muitos partiam inclusive para a agressão física.

Com as mudanças ocorridas durante o século XX, tanto no campo das relações humanas como no da educação, as pessoas foram aprendendo a respeitar as crianças, entendendo que elas têm querer, gostos, aptidões próprias e até indisposições passageiras – exatamente como nós, adultos. Hoje os pais estão expostos a uma massa de informações – em livros, revistas, artigos de jornais, filmes e programas de televisão.

Naqueles lares em que foi modificado o modo de pensar a educação, muita coisa melhorou e o relacionamento entre pais e filhos ganhou mais autenticidade. O poder absoluto dos pais sobre os filhos foi substituído por uma relação mais democrática. E o entendimento cresceu. Mas será que as coisas aconteceram assim de uma forma tão harmoniosa?

Na verdade não, em muitos casos surgiram problemas, porque ocorreram uma série de enganos e distorções em relação a essa nova forma de relacionamento familiar. Muitos pais, buscando fazer diferente da forma em que foram criados, acabaram caindo no extremo oposto, dando liberdade demais e “esquecendo” de estabelecer limites.

A própria estrutura de família tem passado por alterações radicais, sobretudo no que se refere à distribuição de tarefas para o homem e para mulher, modificando o papel de pai e de mãe diante da criança.

Em função de todo esse contexto, na construção do processo educativo vão se delineando “tipos” ou “estilos” de liderança exercido pelos pais que reforçam, estimulam características nos filhos, positivas ou negativas conforme o caso.

Hart (1992) identifica três tipos básicos de liderança vivida pelos pais na relação e convivência com os filhos:

• Pais de estilo autocrático
• Pais de estilo indulgente
• Pais de estilo democrático

Os Pais e os Diferentes Estilos de Liderança

Em seguida, é apresentado cada estilo de liderança exercido pelos pais.

a) Pais Autocráticos

Os pais autocráticos, ou “sargentos”, impõem sua vontade através de uma rígida estrutura de regras elaborada por eles, com pouca ou nenhuma liberdade ou questionamento por parte dos filhos. Os pais autocráticos tendem a:

– usar demais ou abusar da autoridade;
– lutar para serem superiores pois acham-se o donos da verdade;
– assumir o controle total ou a responsabilidade por todas as decisões e regras, cabendo aos filhos simplesmente cumpri-las;
– dirigir a vida dos filhos;
– acreditar que são os únicos certos. Os filhos estão sempre errados.
– reter informações e desconfiar do que os filhos dizem e fazem;
– bloquear seus sentimentos, ou expressá-los com raiva;
– ignorar, ou diminuir, os sentimentos e as opiniões alheias;
– excluir a capacidade, a criatividade e a produtividade dos filhos;
– usar pressões e punições para forçar os filhos a concordarem com ele/ela;
– ferir os outros com grosserias, palavras, atitudes ou mesmo agressões físicas.

Os pais autocráticos sentem-se superiores apenas superficialmente, pois, no seu íntimo:
– desconfiam dos filhos;
– sentem-se sobrecarregados pela responsabilidade assumida: ser pai/mãe é um peso;
– vêem-se normalmente solitários, fechados, sozinhos, sem diálogo;
– sentem-se geralmente com baixa auto-estima.

Pais autocráticos exigem respeito – o que, às vezes, é traduzido como medo. Em geral,
acreditam que os filhos devem ser “vistos” e não “ouvidos” .

b) Pais Indulgentes

Na família indulgente existe liberdade demais. Os pais abdicam do poder, pois não se acham capazes de “educar filhos”. Em geral, não existem regras e quando elas são estabelecidas, acabam sempre mudando de acordo com as conveniências, resultando no caos. Para os filhos, não há limites e, para os pais, não há estrutura. Muitas vezes parece que os filhos é que mandam nos progenitores.

Muitos pais ficam em sérias dificuldades ao tentarem colocar em prática as idéias que tinham em mente ao iniciarem o caminho de formação das novas gerações. Pensavam em fazer tudo diferente de seus pais e de repente caem no outro extremo, em que acabam se tornando vítimas de filhos tiranos.

Pais indulgentes tendem a:

– acreditar que não tem direitos;
– concordar com tudo o que os filhos fazem;
– desinteressar-se pelos filhos, pelo que eles fazem ou deixam de fazer;
– ser ausente física e/ou emocionalmente;
– não se dedicar e não persistir na educação dos filhos;
– negligenciar os filhos.
Normalmente os pais tendem a ser desencorajados, porque sentem-se:
– confusos;
– sem controle sobre as próprias vidas;
– zangados, irritados;
– sobrecarregados, sempre cansados, alheios;
– com baixa auto-estima.

Pais, com essas características passam uma desorganização e falta de autoridade muito grande, e os filhos ficam sem referências importantes para a construção das suas vidas.

c) Pais Democráticos

Os pais democráticos fazem o equilíbrio entre os pais autocráticos e os indulgentes. A educação é baseada no respeito, na confiança e no diálogo, qualidades básicas das pessoas seguras, organizadas e bem resolvidas.

Os pais oferecem opções e os filhos são tratados como seres humanos capazes que conseguem cuidar de si mesmos e de tomar decisões acertadas. Existe um equilíbrio de poder entre marido/pai e a mulher/mãe. As necessidades de todos são consideradas importantes.

Os pais democráticos tendem a:
– dar aos filhos muitas opções e permitir que aprendam com as conseqüências de seus atos;
– permitir flexibilidade e liberdade, ao mesmo tempo que dão estrutura;
– convidar e encorajar os filhos a participarem;
– ajudar a desenvolver a capacidade de pensarem por si mesmos;
– conseguir com que seus filhos tenham disciplina interior no planejamento e na tomada de decisões, fazendo-os cumprir as regras;
– estimular atividades responsáveis;
– encorajar os filhos a aprenderem com os erros e a corrigi-los;
– ter uma atitude de cooperação com os filhos;
– respeitar e sentir-se respeitados, amar e sentir-se amados;
– ter uma atitude mental positiva;
– saber que cometem erros, mas buscam aceitá-los;
– confiar na educação que estão construindo e buscar constante atualização;
– ser consciente e participativo no processo;
– valorizar as atitudes dos filhos e sentir-se valorizado e felizes como pai/mãe;
– compreender a si mesmos e ser capazes de compreender os filhos;
– participar ativamente, através de palavras e atitudes, na construção de seres humanos mais seguros;
– confiar nos filhos e em si mesmos;
– ter elevada auto-estima.
Os pais democráticos atuam como participantes, conselheiros, orientadores, exemplos
firmes e vivos. Sentem prazer e orgulho por serem os pais que são e pelos filhos que têm.

Quando, em uma família, o pai e a mãe possuem estilos de liderança opostos, acabam gerando uma confusão na cabeça dos filhos, criando dificuldades para toda a família e afetando o relacionamento do casal.

Por isso, é de suma importância que os pais tenham o mesmo posicionamento em relação aos filhos, mantendo o diálogo e o respeito, conciliando pontos de vista diferentes entre o casal, trabalhando e analisando as discordâncias.

Os pais têm um grande poder sobre a vida dos filhos, pois passam a eles as primeiras referências sobre imagem de homem, de mulher, de pai, de mãe, de casamento, de família, de filhos, de autoridade e de vida. Estas informações podem ser passadas de forma mais positiva ou mais negativa, conforme for vivenciada a vida, nos diversos papéis desempenhados.

Com certeza, os pais sempre fazem o melhor que podem, com os conhecimentos e as limitações que possuem. Erros e acertos fazem parte do processo natural, pois os filhos não nascem com manual e tampouco os pais recebem treinamento intensivo para exercitar esse papel. Também é preciso levar em conta que, é impossível evitar-se certas atitudes atrapalhadas executadas pelo Subconsciente mal programado. Importante é destacar que, mesmo quando os pais erram, a intenção maior foi para o seu bem e o bem dos filhos. É a garantia da Sobrevivência da Espécie que esta em jogo neste momento.

Como pais, é importante acreditar e confiar que ter filhos é algo maravilhoso, e quiçá, a experiência mais rica e nobre que um ser humano possa vivenciar. O contrário também é verdadeiro. Para quem acredita que criar filhos é difícil, sofrido, complicado, assim vai ser, pois o que se cria na mente torna-se verdadeiro. Para estes, com certeza, a tarefa de educar os filhos torna-se muito penosa, pois o subconsciente não questiona o resultado, se positivo ou negativo, uma vez registrada a programação, ele executa. É a Lei Mental Maior, a Lei da Criação: “Só se expressa no exterior, o que já é no interior.”

E, acima de tudo, vale lembrar que “Os filhos se tornam aquilo que os pais pensam e esperam deles”.
Os Filhos

Na seqüência é analisado como os tipos de liderança vivenciados pelos pais influenciam na educação e nas referências repassadas aos filhos.

a) Filhos de Pais Autocráticos
Os filhos de pais com liderança autocrática são colocados numa posição “inferior”, pois não adquiriram a mesma experiência acumulada pelos seus progenitores ao longo da vida. Mesmo quando adultos ou em qualquer fase que estejam atravessando, esses filhos trabalham duro e tentam imaginar como agradar os pais e evitar punições. Esses filhos tendem a:
– querer que lhe digam o que fazer;
– não ter um senso de autocontrole e de responsabilidade por suas próprias vidas;
– desconfiar dos próprios sentimentos, porque disseram-lhes que eles estão “errados”;
– não ter criatividade e, diante de dificuldades não saber o que fazer;
– pensar no que os pais vão dizer-lhes ou que podem surrá-los ou matá-los;
– ser cordatos, tímidos e fechados, pois engolem as verdades dos pais, aceitando a impotência e a incapacidade; ou ser rebeldes, desafiadores, agressivos, pois não temem o poder, não tem nada a perder;
– ter comportamentos extremos: agradando os pais ou agredindo-os;
– ser descontrolados, pois não sabem pensar por si;
– ser impotentes, incapazes, desamparados;
– ser submissos, dependentes, sem saída;
– ser hostis, zangados, mal humorados;
– considerar sem importância se acertam, porque não fizeram mais do que a obrigação; mas, se erram, são notados pelo negativo;
– rejeitar a si próprios, pois acham-se errados;
– ser solitários, mesmo quando estão com os pais, porque estes não os entendem;
– ter baixa auto-estima.

Os filhos de pais autocráticos podem apresentar essas e outras características mais acentuadas, se:
– foram rejeitados no seu momento de gestação;
– a gestação ocorreu antes de um casamento ou fora de uma relação com estrutura estável;
– durante a gestação a mãe sofreu privações físicas (desnutrição, doenças) ou psíquicas, (brigas, sofrimentos, excesso de trabalho, falta de carinho e apoio, sentiu-se sozinha, desprezada, etc);
– houve ameaças de aborto: real (sangramento) ou imaginário (mãe pensa em abortos ou que o filho não ia nascer);
– a mãe estava com muito medo do parto ou achava-se horrível, em função da gravidez;
– houve enjôos constantes da mãe na gravidez;
– o nascimento foi difícil ou qualquer outra ameaça à sobrevivência;
– é nascido do sexo diferente do esperado;
– não foi aceito pelos pais, avós (ou por um deles), ou não quiseram ver porque era menino ou porque era menina, etc.
Esses e outros aspectos, reforçados por uma educação autocrática, contribuem na formação de filhos extremamente culpados, inseguros, infelizes e despreparados para a vida.

b) Filhos de Pais Indulgentes
Os filhos de pais indulgentes são criados com muita liberdade, sem qualquer limite. Nesse contexto, torna-se difícil elaborarem regras que possibilitem a convivência, o respeito para consigo mesmo e com os outros.
Vivem num ambiente de confusões e contradições e logo percebem que não podem confiar nos pais, pois estes não sabem cuidar nem de si mesmos.

Filhos criados e educados nessa estrutura familiar aparentam tendência a:
– ter problemas com limites (ao mesmo tempo anseiam por eles);
– ter pouca autodisciplina e responsabilidade (ou, pela necessidade, podem ter assumido muita responsabilidade cedo demais);
– deparar-se com a pouco saudável inversão de papéis;
– cuidar de si mesmos, antes de estarem prontos para isso;
– pensar que têm o direito de fazer exatamente o que desejam; do contrário, usam birras ou chantagens;
– ter pouca consciência de responsabilidade individual e social;
– achar que são donos de tudo e de todos;
– pensar que suas vontades precisam ser satisfeitas a qualquer custo: egoístas;
– necessitar de noção clara de direitos e deveres;
– ser confusos e desencorajados;
– ser desamparados e sozinhos;
– ser zangados, mal humorados, agressivos;
– ser inseguros diante de situação da vida;
– ser dependentes, descontrolados, querer tudo o que desejam em suas mãos e na hora que bem entenderem;
– ser mal amados, e sentir-se como um incômodo para os pais;
– ter baixa auto-estima; auto-agredir-se e agredir os outros;
– sentir-se culpado por terem nascido (rejeição);
– ser alvos fáceis de grupos desestruturados (com envolvimento em bebidas, drogas e até mesmo seitas religiosas).

Diante de tudo isso, podem tornar-se muito “revoltados”, agressivos e violentos com os pais.
Também no caso de filhos de pais indulgentes, as características acima apresentadas podem ser agravadas ou não de acordo com a história de cada filho; desde a fecundação, período de vida intra-uterina, processo de nascimento, primeiras experiências e todo o processo de vida.
Os filhos de pais indulgentes acham-se os donos da verdade e passam a defender essas verdades sem quaisquer escrúpulos, às vezes, passando por cima de tudo e de todos. Não aprenderam o que é respeito a si, ao próximo e à natureza. Podem apresentar, em função disso, dificuldades sérias de relacionamentos: ou agradando para conseguirem o que querem; ou agredindo, para conseguirem “na força” o que desejam.

São filhos que normalmente precisam de maior ajuda para ter uma postura equilibrada diante das situações da vida.

c) Filhos de Pais Democráticos
Os filhos de pais democráticos sabem que: é bom serem responsáveis por si mesmos e por seus comportamentos. E por isso:
– sentem-se dignos de confiança e de respeito;
– sentem-se úteis e valorizados;
– são autoconfiantes, encaminham-se para os seus objetivos com alegria e segurança;
– respeitam a si mesmos, zelam por sua saúde, normalmente são dinâmicos, independentes, respeitam o próximo e o universo;
– sentem-se capazes, inteligentes, firmes;
– têm um elevado nível de auto-estima;
– respeitam as regras e sentem-se colaboradores;
– são autodisciplinados, organizados e responsáveis;
– entendem a relação de causa – efeito; o que se faz de positivo, ótimo, é para o bem; o que se faz de negativo, o retorno é semelhante;
– são competentes e autodeterminados;
– têm disciplina e organização interior, consequentemente também nas suas atividades;
– fazem escolhas e tomam decisões segundo a sua idade;
– aprendem a pensar e a agir;
– aprendem analisando seus erros, reforçando e lapidando seus sucessos;
– aprendem com a realidade da ordem natural e social.

A relação dos filhos com os pais é de confiança mútua, pois chegam a um ponto comum através do diálogo e da negociação.

No caso dos filhos de pais democráticos, mesmo que tenham vivenciado uma gestação não muito equilibrada ou um nascimento difícil ou qualquer outra dificuldade na primeira infância, depois recebem suporte da educação desenvolvida pelos pais, pois são respeitados e estimulados a crescer em harmonia. Têm muito mais chances de reprogramarem o subconsciente pela repetição, reforçando o positivo e tornando-se pessoas equilibradas.

Se os filhos já vêm de uma gestação saudável, sem complicação com um nascimento e vivem uma primeira infância tranqüila, como as demais etapas de vida dentro de uma estrutura democrática, esses serão os grandes homens/mulheres e pais/mães do amanhã.

Para possibilitar o surgimento desse ser humano maravilhoso é necessário que os pais tenham certeza de uma coisa dar limites, com segurança e com amor, e saber ouvir; são regras importantes, iniciando o processo de compreensão do outro.

Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais seus limites. E só vai se tornar um adolescente e um adulto equilibrado, quem tiver aprendido desde pequeno que muitas coisas podem e outras não podem. Ninguém vem ao mundo sabendo o que é certo e o que é errado. E são os, pais, que têm esta tarefa fundamental e espetacular de passar para as novas gerações esses conceitos importantes e que tornam o ser humano gente.

Já dizia Aristóteles, “a justiça está no meio termo”, ou dito de outra forma, “o equilíbrio está no meio”.

É analisando os erros e acertos da educação dos pais que pode-se aproximar da solução ou da melhor forma de construir padrões para educar filhos.

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